quarta-feira, 24 de julho de 2013

Como sobreviver ao péssimo, horrível, terrível, pior dia de todos os tempos

Ilustração: Samuel Rodrigues
O chuveiro enguiça, o trânsito não anda, você é transferido pela décima vez na ligação para a operadora de celular. Nada dá certo. Parece que você alcançou o chão com o pé esquerdo. Ou que o universo está conspirando contra você.

Não se trata, porém, de perseguição cósmica. O que transforma um dia normal em um péssimo envolve variáveis bem mais complexas. De medidas que deveriam ter sido tomadas há tempos (como o portão que dava sinais de que iria enguiçar) até uma baita intempérie - afinal, uma chuva torrencial sempre pode piorar as coisas.

Os matemáticos da probabilidade ainda não tentaram calcular quantos dos 365 dias do ano são desses que a gente gostaria de riscar da agenda. (Se vale um registro pessoal, chego a ter até dois desses apocalipses individuais por mês.) Mas, como cientistas também não desenvolveram um acelerador instantâneo de tempo, não há saída a não ser enfrentar essas horas - nem que seja se trancando no quarto. Na impossibilidade dessa opção, é impositivo vestir-se, respirar fundo e enfrentar o leão - aquele que metaforicamente dizem que devemos matar todo dia.

Para ajudá-lo nessa empreitada, fizemos um guia com técnicas efetivas e curiosas (muitas com comprovação científica) para tornar a tarefa, se não mais divertida, menos traumática. O resultado ao fim do dia vai muito mais da forma com que você lida com a raiva gerada por esses acontecimentos pontuais do que, efetivamente, de uma vã tentativa de evitá-los a qualquer custo. Até porque eles invariavelmente virão lhe bater à porta para cobrar a conta depois.

Parte I - Desarme sua raiva

Desplugue-se das redes sociais

Num dia em que seu humor não está pra peixe, cair na rede para ver o Facebook ou espiar o Instagram pode tornar sua existência muito pior. Porque você vai ter que encarar aquelas frases otimistas atribuídas erroneamente ao Fernando Pessoa que, independentemente do conteúdo - e justamente por causa dele, às vezes -, já aumenta nossa raiva e descrença na sociedade. Ver fotos de comidas deliciosas, de paisagens deslumbrantes ou de banhos de mar alheios também pode aguçar uma ponta de inveja demolidora, segundo um estudo da Universidade de Edimburgo, na Escócia. De acordo com a pesquisa, as redes sociais incentivam um lado competitivo que aumenta nossos níveis de estresse e a sensação de inferioridade. Melhor optar por um livro e ficar com o Pessoa original: "Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã... / Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã, / E assim será possível; mas hoje não..."

Dê uma banana para o trânsito

Enfrentar o trânsito já é um desafio à paciência. Imagine, então, estar preso no bólido e ouvir o estômago rugir. "Estômago vazio pode ser decisivo para aumentar nosso mau humor", afirma a monja budista Coen Sensei. A fome faz com que os níveis de serotonina (um dos neurotransmissores responsáveis pela sensação de alegria) flutuem, dificultando a comunicação entre as amídalas e o córtex pré-frontal, gerando raiva. "Leve sempre uma garrafa d¿água ou algo para comer. É seu kit de sobrevivência ao tráfego", orienta ela. Se tiver uma fruta ou um legume, tanto melhor, segundo estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia. "Em dias de maior consumo de frutas e vegetais, [os alunos participantes da pesquisa] relatavam mais calma, felicidade e energia que o normal", escreveu a pesquisadora do estudo, Tamlin Conner, no British Journal of Health Psychology.

Faça xixi antes de cantar

Outra dica de ouro da monja Coen (que é mais ou menos uma variação do mesmo tema) é fazer xixi antes de sair de casa. Ir ao banheiro sempre e antecipadamente permite que você enfrente o trânsito cheio de bexiga vazia, o que, por si só, já é um conforto extra. Outra saída interessante apontada pela monja para desviar a atenção dos carros é cantar a plenos pulmões. Em uma cena do filme Tratamento de Choque, o personagem de Jack Nicholson, terapeuta especializado em raiva, obriga seu paciente (Adam Sandler) a frear em plena ponte do Brooklyn para se libertar de um acesso de ira cantando "I Feel Pretty", tema de Amor Sublime Amor. Encerrada a canção, o paciente recobra a sanidade como que por mágica. "Cantar exige que a gente use amplamente o aparelho respiratório, expirando mais, relaxando de vez o corpo e jorrando tudo para fora", diz ela. Desde que, claro, você não tenha se esquecido da dica anterior.

Parte II - Lide com ela

(Não) leve para o pessoal

Quando a raiva já está instaurada, a primeira regra é nunca expressá-la contra os outros. Isso poderia se voltar contra você. Como diz um provérbio tibetano: "Usar a raiva para resolver um problema é como pegar um carvão em brasa para jogar na outra pessoa". Um exemplo é ligar para o telemarketing. Os atendentes passam por treinamentos a fim de não levar nada para o pessoal e dispensar indiferença à nossa raiva. Por isso sempre inventam nomes para si mesmos ao nos atender - o porquê de serem sempre compostos é algo que nós não conseguimos apurar. Toda vez que você aumenta o tom de voz, a Sandra Cristina pesa levemente o dedo indicador sobre o botão de mudo e você grita sozinho. A reportagem falou com dois atendentes que confessaram facilitar as coisas para quem age com simpatia. Portanto, quando o chá de telefone é inevitável, o melhor é fazer amizade com a Sandra Cristina e deixar o carvão em brasa no lugar.

Mude a perspectiva

Você está no maior shopping da cidade, esperando para estacionar. Quando finalmente alguém sai e você dá seta, avisando que vai entrar, um cara acelera mais rápido e pega a vaga. Para piorar, quando você buzina, ele te manda praquele lugar. Você: a) desce e briga com ele; b) bate no carro dele; c) risca toda sua lataria. A resposta certa, segundo Leonard Scheff, especialista em lidar com a raiva e autor do livro A Vaca no Estacionamento, seria "nenhuma das alternativas". Ele sugere um exercício de obliteração: imagine a mesma cena mas, no lugar do carro, é uma vaca que invade a vaga. Você provavelmente daria risada. E partiria para achar outra vaga. "A raiva aflora numa parte do cérebro chamada amídala, que age rápido demais e joga para escanteio toda nossa capacidade racional", diz ele. Recolocar o raciocínio em campo é a melhor forma de não ter que ficar depois ruminando o comportamento irado.

Afague seu cachorro 

A raiva, para Leonard Scheff, causa uma reação em cadeia. Alguém que foi alvo da ira de outra pessoa normalmente não a releva; ela segue adiante com o comportamento raivoso. Por isso, Scheff diz que é imperativo romper o ciclo. Uma das melhores formas é afagar seu animal de estimação, abraçar alguém ou então ter relações sexuais. Esses comportamentos ajudam na liberação da ocitocina, uma substância química presente no cérebro que nos torna mais amáveis, calmos; fofos, enfim. O hormônio do afeto, como é chamado, é produzido na amídala e regula nossos comportamentos sociais, como os de união e confiança, bloqueando a formação da raiva. Cientistas chegaram a criar sprays de ocitocina que, espirrados no nariz, podem diminuir o cortisol (que causa estresse) e, assim, ajudar a encerrar discussões acaloradas. Mas nem é preciso tanto: afagar um gato ou ver fotos de bebês tem o mesmo efeito.

Parte III - Apele

Clame a Deus por seu inimigo

Estudos comprovam que orar pode ajudar a diminuir a raiva das pessoas. Quando estiver por tempo demais na fila do supermercado e a atendente disser, com sarcasmo, que o caixa fechou, não resgate na memória a imagem do Michael Douglas, em Um Dia de Fúria, com um taco de beisebol na mão. Levante as mãos aos céus e clame. Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, revelaram que pessoas que foram interceptadas por comentários ofensivos e irônicos mostravam menos raiva assim que oravam pela pessoa provocadora. Os benefícios da oração, segundo o estudo, não dependem de intervenção divina e provavelmente acontecem porque o ato de orar altera a maneira de enfrentar a situação negativa. E para isso você não precisa ser exatamente um religioso. Como diz a música do caipira pira pora, "como eu não sei rezar, só queria mostrar meu olhar, meu olhar, meu olhar..."

Durma profundamente

Se nada adiantar, durma. Quando está cansado, você fica impedido de processar as situações com lógica. Um cochilo de 90 minutos (com um ciclo inteiro de sono) basta para restabelecer a capacidade de raciocínio e garantir o fim do acesso de raiva, que costuma durar uns 15 minutos. A psicoterapeuta americana Judith Viorst escreveu um livro infantil (não publicado aqui) com a história do menino Alexander, que acorda no pior dia da vida dele. Para fugir de tudo aquilo - um chiclete que gruda em seu cabelo, a carona para a escola sentado justamente no banco do meio -, ele deseja ir para a Austrália. "Os dias ruins acontecem a todos nós. Até na Austrália, como conclui Alexander", diz Judith. A melhor coisa sobre um dia ruim, segundo ela, é que ele é só um dia, com 24 horas. "Quando outro dia recomeça, as possibilidades também recomeçam." Mas, só para garantir, tente levantar com o pé direito dessa vez, ok?

FONTE: http://vidasimples.abril.com.br/temas/como-sobreviver-ao-pessimo-horrivel-terrivel-pior-dia-todos-tempos-745503.shtml

terça-feira, 11 de junho de 2013

Parada do Livro: estantes nos pontos de ônibus de SP oferecem livros gratuitos à população



Que tal pegar um livro emprestado nos pontos de ônibus que você frequenta para ocupar seu tempo de viagem com uma boa leitura? Essa é a proposta do Parada do Livro. Criado pelas universitárias Helena Aranha e Helena Nabuco, o projeto vai espalhar 10 estantes, recheadas de obras literárias, pelos pontos de ônibus da capital paulista.
A ideia – que virou realidade graças ao crowdfunding – quer incentivar a leitura no Brasil, onde a atividade não é muito popular. 75% da população nunca entrou em uma biblioteca e aqueles que já foram apresentados à leitura consomem, apenas, cerca de quatro livros por ano – só dois deles até o fim –, segundo pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-Livro. Paralelo a isso, o paulistano gasta cerca de 2h30 por dia no trânsito da capital. Então, por que não unir o útil ao agradável?
As obras que ficarão nas estantes do Parada do Livro são doadas pelas próprias criadoras da iniciativa, além de casas de cultura, organizações e os próprios cidadãos. A primeira estrutura do projeto foi instalada em um ponto de ônibus da Vila Mariana, após diálogo com a subprefeitura, e as outras nove já “estão no forno”.
Se as Helenas consideraram a possibilidade dos livros não serem devolvidos? Claro que sim, mas as garotas preferem apostar no bom senso dos paulistanos, que devem entender a proposta do Parada do Livro e respeitar a ideia do compartilhamento das obras, em prol de uma cidade com mais leitores.
Assista, abaixo, ao vídeo do Parada do Livro, postado no site de financiamento coletivo Catarse. As garotas conseguiram mais de R$ 5.700 para colocar o projeto em prática.   

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Derretimento das geleiras é responsável por um terço do aumento no nível do mar

Pesquisa mostra que as geleiras do planeta perdem por ano cerca de 259 trilhões de quilos de gelo, que são jogados nos oceanos do planeta.

Geleiras são massas de gelo de até 50.000 quilômetros quadrados que se formam sobre as partes terrestres do planeta. Apesar de serem imensas, elas representam apenas 1% do gelo terrestre do mundo. Todo o resto está armazenado nos chamados mantos de gelo, camadas maiores que 50.000 quilômetros quadrados só encontradas na Groenlândia e na Antártida. Uma nova pesquisa mostrou que, apesar de representarem uma quantidade tão pequena do gelo mundial, o derretimento das geleiras é responsável por um terço do aumento no nível do marmedido nos últimos seis anos. O estudo foi publicado narevista Science.

O novo estudo usou dois satélites lançados pela Nasa e expedições terrestres para fazer as medidas mais precisas até agora do quanto as geleiras diminuíram em decorrência do aquecimento do planeta. As medições mostraram que, entre 2003 e 2009, elas perderam 259 trilhões de quilos de gelo por ano. Essa água, jogada nos oceanos, seria responsável por aumentar o nível do mar em 0,7 milímetro ao ano — cerca de 30% de todo o aumento detectado no período. "Pela primeira vez, nós fomos capazes de medir muito precisamente o quanto essas geleiras estão contribuindo para o aumento do nível do mar. Esses corpos menores estão perdendo quase tanta massa quanto os grandes mantos de gelo", disse Alex Gardner, pesquisador da Universidade Clark, nos Estados Unidos.

O estudo se baseia em dados colhidos pela Universidade do Colorado, que mostra que o nível do mar subiu, em média, 2,2 milímetros por ano durante o período. Segundo os pesquisadores, outro um terço desse aumento seria causado pelo derretimento dos mantos de gelo, e o restante pela expansão térmica da água do mar. "Como a massa global das geleiras é relativamente pequena em comparação aos grandes mantos de gelo, os pesquisadores tendem a não se preocupar com elas. Mas nosso estudo mostra que elas são como um pequeno balde com um grande furo no fundo: ele não deve durar muito — apenas um século ou dois —, mas enquanto houver gelo nas geleiras, elas serão responsáveis por uma grande parte do aumento no nível do mar", diz Tad Pfeffer, glaciologista da Universidade do Colorado.

MEDIDAS CONFLITANTES
As pesquisas anteriores sobre o derretimento das geleiras eram feitas apenas com base em dados coletados em terra. Os pesquisadores geralmente medem as massas de gelo do cume até uma das pontas da geleira, e extrapolam os dados para toda a área. Esse tipo de técnica costuma ser muito boa para medir massas pequenas e individuais, mas tende a superestimar a perda de gelo em regiões maiores. "Observações em terra costumam ser possíveis apenas nas geleiras mais acessíveis, onde o derretimento é mais rápido do que a média", disse Gardner.

Para corrigir as distorções, o estudo também usou dados de dois satélites da Nasa: oICESat e o Grace. O primeiro, que parou de funcionar em 2009, media a altura das geleiras por meio de pulsos de laser que lançava em direção ao solo. Já o Grace, ainda operacional, é capaz de detectar variações no campo gravitacional da Terra que são resultantes de mudanças na distribuição de massa no planeta, incluindo alterações nas massas de gelo. Ao contrário das estimativas terrestres, os satélites não são bons para medir pequenas geleiras, mas medem muito bem as grandes regiões.

Juntando as informações, os pesquisadores descobriram que todas as 19 regiões estudadas perderam gelo entre 2003 e 2009. As geleiras que mais perderam massa ficam nas regiões árticas do Canadá, Alasca e Groenlândia, no sul dos Andes e noHimalaia. Em contraste, as geleiras periféricas da Antártida — pequenos corpos de gelo que não são conectados ao grande manto da região— contribuíram muito pouco para o aumento no nível do mar durante o período.

As estimativas atuais dizem que todas as geleiras do mundo contêm água suficiente para aumentar o nível do mar em sessenta centímetros. Em comparação, o manto de gelo da Groenlândia, que ocupa 1,7 milhão de quilômetros quadrados, tem o potencial de contribuir com cerca de seis metros de água; enquanto o da Antártida, ocupando 14 milhões de quilômetros quadrados, pode contribuir com pouco menos de sessenta metros.

Fonte: 
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/derretimento-geleiras-responsavel-terco-aumento-nivel-mar-741799.shtml

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Brasil é país mais bem informado sobre biodiversidade


Pesquisa realizada em onze nações pela União para o Biocomércio Ético aponta que 96% dos brasileiros já ouviram falar a respeito de biodiversidade e 51% sabem definir o termo corretamente. E mais: 81% dos entrevistados do país afirmam se interessar pela origem dos ingredientes naturais usados para produzir cosméticos, alimentos e bebidas.

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Os brasileiros são o povo mais bem informado a respeito de biodiversidade. O título foi dado pela pesquisaBarômetro de Biodiversidade 2013, feita pela União para o Biocomércio Ético (UEBT). Em sua quinta edição, o estudo avaliou o nível de conhecimento e preocupação da população de dez países, além do Brasil, com relação à fauna e flora. 

Segundo o documento, 96% dos entrevistados nascidos em solo brasileiro já ouviram falar de biodiversidade, enquanto 51% sabem definir o termo corretamente. O segundo lugar do ranking dos mais bem informados ficou com a França, seguida, respectivamente, por China, Suíça, Coréia do Sul, Inglaterra, Japão, EUA, Peru, Alemanha e Índia, onde apenas 19% da população já ouviu falar em biodiversidade. 

A média brasileira também foi superior à média global, que apontou que 75% dos consumidores do mundo conhecem o termo, embora só 39% saibam defini-lo corretamente. Ainda de acordo com a pesquisa, os documentários, as instituições de ensino e a publicidade são as três principais fontes que os brasileiros utilizam para se manter bem informados a respeito do assunto. 

PREOCUPAÇÃO NA HORA DAS COMPRAS No quesito consumo consciente, os brasileiros também apresentaram resultados satisfatórios: 81% dos entrevistados do país afirmam se preocupar em conhecer a origem dos ingredientes naturais usados para produzir cosméticos, alimentos e bebidas, mostrando que se preocupam com a preservação da natureza. 

Globalmente, 84% dos consumidores deixariam de comprar produtos de marcas que não possuem boas práticas na cadeia de abastecimento e 87% desejam que as empresas deem mais informações a respeito do assunto. No setor de beleza, por exemplo, apenas 24% das 100 companhias líderes de mercado comunicam sobre o tema, enquanto no setor de alimentos a percentagem é de 31%. 

"O Barômetro da Biodiversidade não só mostra uma crescente conscientização sobre o tema como também retrata que o respeito à fauna e flora representa grandes oportunidades de negócio", afirmou Bráulio Dias, secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, durante o evento de lançamento da pesquisa, que aconteceu em Paris.

Fonte: 
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/brasil-pais-mais-bem-informado-biodiversidade-barometro-2013-740033.shtml

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Little Free Library: caixas de correio abrigam pequenas bibliotecas comunitárias



Por que não aproveitar o espaço da uma caixa de correio para trocar conhecimento com seus vizinhos? Essa é a ideia por trás do projeto Little Free Library, que começou nos Estados Unidos e já se espalhou pela Europa, África, Ásia, Oceania e América Central. Basta instalar na sua rua uma caixa de correio de tamanho adequado para abrigar alguns livros e começar a promover o novo espaço comunitário, onde qualquer um pode pegar um livro e devolvê-lo depois de lido.

O site do projeto oferece um plano sobre como montar uma unidade de Little Free Library e vende modelos já fabricados. Para rechear uma pequena biblioteca gratuita, quanto mais pessoas contribuir, melhor. A ideia não é doar qualquer obra, mas aquela que você gostou de ler e recomenda para seus vizinhos. “Esta é uma coleção com curadoria cuidadosa e a livraria em si é uma peça de arte da vizinhança”, dizem os criadores da iniciativa, Todd Bol e Rick Brooks, em seu site. Nesta galeria de imagens, é possível ver como elas são criativas.
É claro que colocar um objeto em via pública exige cuidados. Como cada cidade tem suas próprias regras – e um pedido de autorização pode demorar muito para ser aprovado -, o projeto dá algumas dicas sobre como encontrar a melhor estratégia para instalar uma biblioteca. Uma delas é escolher um canto de alguma propriedade privada de um vizinho disposto a promover a iniciativa.
Para tornar uma Little Free Library oficial, os adeptos devem registrar sua unidade para receber a placa padrão do projeto – o serviço é pago. O código que acompanha a placa é a senha para mapear aquela unidade e torná-la mais visível a outras pessoas. No mapa mundi das minis bibliotecas gratuitas é possível ver que o Brasil ainda não aderiu a essa iniciativa. Alguém se anima? 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A iluminada Cingapura da nova era


As luzinhas verdes LED High-tech estão iluminando o céu de Cingapura à noite. Essas árvores iluminadas movidas a energia solar são parte dos últimos 250 acres verdes em desenvolvimento na cidade. Esse projeto de “jardins suspensos à beira da baía” é uma iniciativa da mesa de decisões do parque Nacional de Cingapura e foca na cultivação da fauna e flora.
Elas são tidas como a última imperdível atração na Ásia. E essas fotos mostram que elas podem ser mesmo vistas a milhas de distância. A estrutura das torres mede 50 metros adentro do céu.
Visitantes terão permissão para andar sobre uma passarela suspensa com direito à vista panorâmica. Essa passarela que interliga as árvores artificiais está a 22 metros do chão. A grande atração promete um dramático show de luzes LED e som. Esse show acontece desde o dia 2 de julho.
Essas árvores feitas pelo homem tem painéis solares acoplados, jardins suspensos e captadores de água de chuva, iluminação toda em LED entre outras alternativas sustentáveis para melhor cuidado com o planeta.
Iluminando o céu à noite, essas gigantes super-árvores, feitas pelas mãos do homem, iluminam a cidade como parte de um projeto de £350 em jardins para transformar Cingapura na capital botânica do mundo.
Os líderes de Cingapura querem criar um circuito verde que se generalize chamando turistas não só para a cidade que é conhecida apenas como centro urbano. A ideia é de permitir que os turistas possam aproveitar mais áreas verdes e externas da cidade com essas árvores na região da Marina Bay.

FONTE: http://www.brilia.com.br/blog/?p=3754