sexta-feira, 24 de maio de 2013

Derretimento das geleiras é responsável por um terço do aumento no nível do mar

Pesquisa mostra que as geleiras do planeta perdem por ano cerca de 259 trilhões de quilos de gelo, que são jogados nos oceanos do planeta.

Geleiras são massas de gelo de até 50.000 quilômetros quadrados que se formam sobre as partes terrestres do planeta. Apesar de serem imensas, elas representam apenas 1% do gelo terrestre do mundo. Todo o resto está armazenado nos chamados mantos de gelo, camadas maiores que 50.000 quilômetros quadrados só encontradas na Groenlândia e na Antártida. Uma nova pesquisa mostrou que, apesar de representarem uma quantidade tão pequena do gelo mundial, o derretimento das geleiras é responsável por um terço do aumento no nível do marmedido nos últimos seis anos. O estudo foi publicado narevista Science.

O novo estudo usou dois satélites lançados pela Nasa e expedições terrestres para fazer as medidas mais precisas até agora do quanto as geleiras diminuíram em decorrência do aquecimento do planeta. As medições mostraram que, entre 2003 e 2009, elas perderam 259 trilhões de quilos de gelo por ano. Essa água, jogada nos oceanos, seria responsável por aumentar o nível do mar em 0,7 milímetro ao ano — cerca de 30% de todo o aumento detectado no período. "Pela primeira vez, nós fomos capazes de medir muito precisamente o quanto essas geleiras estão contribuindo para o aumento do nível do mar. Esses corpos menores estão perdendo quase tanta massa quanto os grandes mantos de gelo", disse Alex Gardner, pesquisador da Universidade Clark, nos Estados Unidos.

O estudo se baseia em dados colhidos pela Universidade do Colorado, que mostra que o nível do mar subiu, em média, 2,2 milímetros por ano durante o período. Segundo os pesquisadores, outro um terço desse aumento seria causado pelo derretimento dos mantos de gelo, e o restante pela expansão térmica da água do mar. "Como a massa global das geleiras é relativamente pequena em comparação aos grandes mantos de gelo, os pesquisadores tendem a não se preocupar com elas. Mas nosso estudo mostra que elas são como um pequeno balde com um grande furo no fundo: ele não deve durar muito — apenas um século ou dois —, mas enquanto houver gelo nas geleiras, elas serão responsáveis por uma grande parte do aumento no nível do mar", diz Tad Pfeffer, glaciologista da Universidade do Colorado.

MEDIDAS CONFLITANTES
As pesquisas anteriores sobre o derretimento das geleiras eram feitas apenas com base em dados coletados em terra. Os pesquisadores geralmente medem as massas de gelo do cume até uma das pontas da geleira, e extrapolam os dados para toda a área. Esse tipo de técnica costuma ser muito boa para medir massas pequenas e individuais, mas tende a superestimar a perda de gelo em regiões maiores. "Observações em terra costumam ser possíveis apenas nas geleiras mais acessíveis, onde o derretimento é mais rápido do que a média", disse Gardner.

Para corrigir as distorções, o estudo também usou dados de dois satélites da Nasa: oICESat e o Grace. O primeiro, que parou de funcionar em 2009, media a altura das geleiras por meio de pulsos de laser que lançava em direção ao solo. Já o Grace, ainda operacional, é capaz de detectar variações no campo gravitacional da Terra que são resultantes de mudanças na distribuição de massa no planeta, incluindo alterações nas massas de gelo. Ao contrário das estimativas terrestres, os satélites não são bons para medir pequenas geleiras, mas medem muito bem as grandes regiões.

Juntando as informações, os pesquisadores descobriram que todas as 19 regiões estudadas perderam gelo entre 2003 e 2009. As geleiras que mais perderam massa ficam nas regiões árticas do Canadá, Alasca e Groenlândia, no sul dos Andes e noHimalaia. Em contraste, as geleiras periféricas da Antártida — pequenos corpos de gelo que não são conectados ao grande manto da região— contribuíram muito pouco para o aumento no nível do mar durante o período.

As estimativas atuais dizem que todas as geleiras do mundo contêm água suficiente para aumentar o nível do mar em sessenta centímetros. Em comparação, o manto de gelo da Groenlândia, que ocupa 1,7 milhão de quilômetros quadrados, tem o potencial de contribuir com cerca de seis metros de água; enquanto o da Antártida, ocupando 14 milhões de quilômetros quadrados, pode contribuir com pouco menos de sessenta metros.

Fonte: 
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/derretimento-geleiras-responsavel-terco-aumento-nivel-mar-741799.shtml

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Brasil é país mais bem informado sobre biodiversidade


Pesquisa realizada em onze nações pela União para o Biocomércio Ético aponta que 96% dos brasileiros já ouviram falar a respeito de biodiversidade e 51% sabem definir o termo corretamente. E mais: 81% dos entrevistados do país afirmam se interessar pela origem dos ingredientes naturais usados para produzir cosméticos, alimentos e bebidas.

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Os brasileiros são o povo mais bem informado a respeito de biodiversidade. O título foi dado pela pesquisaBarômetro de Biodiversidade 2013, feita pela União para o Biocomércio Ético (UEBT). Em sua quinta edição, o estudo avaliou o nível de conhecimento e preocupação da população de dez países, além do Brasil, com relação à fauna e flora. 

Segundo o documento, 96% dos entrevistados nascidos em solo brasileiro já ouviram falar de biodiversidade, enquanto 51% sabem definir o termo corretamente. O segundo lugar do ranking dos mais bem informados ficou com a França, seguida, respectivamente, por China, Suíça, Coréia do Sul, Inglaterra, Japão, EUA, Peru, Alemanha e Índia, onde apenas 19% da população já ouviu falar em biodiversidade. 

A média brasileira também foi superior à média global, que apontou que 75% dos consumidores do mundo conhecem o termo, embora só 39% saibam defini-lo corretamente. Ainda de acordo com a pesquisa, os documentários, as instituições de ensino e a publicidade são as três principais fontes que os brasileiros utilizam para se manter bem informados a respeito do assunto. 

PREOCUPAÇÃO NA HORA DAS COMPRAS No quesito consumo consciente, os brasileiros também apresentaram resultados satisfatórios: 81% dos entrevistados do país afirmam se preocupar em conhecer a origem dos ingredientes naturais usados para produzir cosméticos, alimentos e bebidas, mostrando que se preocupam com a preservação da natureza. 

Globalmente, 84% dos consumidores deixariam de comprar produtos de marcas que não possuem boas práticas na cadeia de abastecimento e 87% desejam que as empresas deem mais informações a respeito do assunto. No setor de beleza, por exemplo, apenas 24% das 100 companhias líderes de mercado comunicam sobre o tema, enquanto no setor de alimentos a percentagem é de 31%. 

"O Barômetro da Biodiversidade não só mostra uma crescente conscientização sobre o tema como também retrata que o respeito à fauna e flora representa grandes oportunidades de negócio", afirmou Bráulio Dias, secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, durante o evento de lançamento da pesquisa, que aconteceu em Paris.

Fonte: 
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/brasil-pais-mais-bem-informado-biodiversidade-barometro-2013-740033.shtml

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Little Free Library: caixas de correio abrigam pequenas bibliotecas comunitárias



Por que não aproveitar o espaço da uma caixa de correio para trocar conhecimento com seus vizinhos? Essa é a ideia por trás do projeto Little Free Library, que começou nos Estados Unidos e já se espalhou pela Europa, África, Ásia, Oceania e América Central. Basta instalar na sua rua uma caixa de correio de tamanho adequado para abrigar alguns livros e começar a promover o novo espaço comunitário, onde qualquer um pode pegar um livro e devolvê-lo depois de lido.

O site do projeto oferece um plano sobre como montar uma unidade de Little Free Library e vende modelos já fabricados. Para rechear uma pequena biblioteca gratuita, quanto mais pessoas contribuir, melhor. A ideia não é doar qualquer obra, mas aquela que você gostou de ler e recomenda para seus vizinhos. “Esta é uma coleção com curadoria cuidadosa e a livraria em si é uma peça de arte da vizinhança”, dizem os criadores da iniciativa, Todd Bol e Rick Brooks, em seu site. Nesta galeria de imagens, é possível ver como elas são criativas.
É claro que colocar um objeto em via pública exige cuidados. Como cada cidade tem suas próprias regras – e um pedido de autorização pode demorar muito para ser aprovado -, o projeto dá algumas dicas sobre como encontrar a melhor estratégia para instalar uma biblioteca. Uma delas é escolher um canto de alguma propriedade privada de um vizinho disposto a promover a iniciativa.
Para tornar uma Little Free Library oficial, os adeptos devem registrar sua unidade para receber a placa padrão do projeto – o serviço é pago. O código que acompanha a placa é a senha para mapear aquela unidade e torná-la mais visível a outras pessoas. No mapa mundi das minis bibliotecas gratuitas é possível ver que o Brasil ainda não aderiu a essa iniciativa. Alguém se anima? 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A iluminada Cingapura da nova era


As luzinhas verdes LED High-tech estão iluminando o céu de Cingapura à noite. Essas árvores iluminadas movidas a energia solar são parte dos últimos 250 acres verdes em desenvolvimento na cidade. Esse projeto de “jardins suspensos à beira da baía” é uma iniciativa da mesa de decisões do parque Nacional de Cingapura e foca na cultivação da fauna e flora.
Elas são tidas como a última imperdível atração na Ásia. E essas fotos mostram que elas podem ser mesmo vistas a milhas de distância. A estrutura das torres mede 50 metros adentro do céu.
Visitantes terão permissão para andar sobre uma passarela suspensa com direito à vista panorâmica. Essa passarela que interliga as árvores artificiais está a 22 metros do chão. A grande atração promete um dramático show de luzes LED e som. Esse show acontece desde o dia 2 de julho.
Essas árvores feitas pelo homem tem painéis solares acoplados, jardins suspensos e captadores de água de chuva, iluminação toda em LED entre outras alternativas sustentáveis para melhor cuidado com o planeta.
Iluminando o céu à noite, essas gigantes super-árvores, feitas pelas mãos do homem, iluminam a cidade como parte de um projeto de £350 em jardins para transformar Cingapura na capital botânica do mundo.
Os líderes de Cingapura querem criar um circuito verde que se generalize chamando turistas não só para a cidade que é conhecida apenas como centro urbano. A ideia é de permitir que os turistas possam aproveitar mais áreas verdes e externas da cidade com essas árvores na região da Marina Bay.

FONTE: http://www.brilia.com.br/blog/?p=3754

sexta-feira, 22 de março de 2013

FEIRAS ORGÂNICAS


Descubra onde elas estão. Acredite, pode haver uma bem pertinho da sua casa ou do seu bairro

PARA FACILITAR A BUSCA por verduras, frutas e legumes sem agrotóxicos, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) criou um mapa online das feiras orgânicas pelo país. Quer saber se tem alguma no seu bairro? Basta acessar o site do Idec, digitar seu endereço e esperar apenas alguns segundos para descobrir o ponto de venda mais próximo. O serviço surgiu após uma enquete realizada pelo Idec com consumidores, no ano passado: 20% declararam que comprariam mais orgânicos se houvesse feiras e mercados especializados perto de casa.

FEIRAS ORGÂNICAS

idec.org.br/feirasorganicas

FONTE: SIMONE TINTI - Revista Vida Simples-Março/ 2013

Cidades brasileiras aderem à Hora do Planeta; evento ocorre sábado






Neste sábado, cidadãos do mundo inteiro estão convidados a apagar as luzes para refletir sobre o aquecimento global. A Hora do Planeta - uma iniciativa da World Wildlife Fund (WWF-Brasil) - ocorre pelo quinto ano consecutivo e já conta com a adesão de quase uma centena de cidades no País, entre elas 22 capitais.
Desde 2009, um número crescente de cidades, empresas e pessoas no Brasil aderiu ao movimento, apagando as luzes de seus monumentos, escritórios ou casas e organizando atividades especiais para mostrar apoio na batalha contra as mudanças climáticas. Em 2012, mais de 130 municípios brasileiros aderiram oficialmente ao evento.
Monumentos como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, e a Ponte Estaiada, em São Paulo, tiveram as luzes desligadas durante 60 minutos.
Pelo mundo, personalidades como o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela e os astronautas então a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) também manifestaram apoio à campanha em 2012.
Neste ano, o evento também convida empresas, governos e sociedade a uma reflexão: "O que você faria para salvar o planeta?".