segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

55 ações para os jovens mudarem o mundo

Documento “GEO 5 For Youth” reúne dezenas de atitudes para crianças e adolescentes transformarem o planeta em um lugar melhor – em uma década, um ano e, até, um segundo. O relatório foi apresentado durante a Conferência Internacional da Juventude Tunza, promovida, no Quênia, pelo Pnuma


Cerca de 250 jovens de mais de cem países comemoraram o Carnaval de maneira diferente da maioria das pessoas da sua idade. À convite das 
Nações Unidas (ONU), eles participaram da edição 2013 da Conferência Internacional da Juventude TUNZA, que aconteceu entre os dias 10 e 14 de fevereiro, na cidade de Nairóbi, no Quênia. 

Com o tema Saúde e Meio Ambiente, o evento discutiu ações que podem - e devem - ser adotadas por crianças e adolescentes, tendo em vista o desenvolvimento sustentável do planeta, e lançou o documento TUNZA Acting for a Better World: GEO 5 for Youth, cujo nome faz referência ao relatório periódico do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) a respeito da situação global do meio ambiente, conhecido como GEO 5. 

Dividido em três grandes seções - Nosso Mundo e os Desafios de Hoje, O Futuro que Queremos e Contagem Regressiva para a Mudança -, o relatório faz um resumo da atual situação do planeta, reúne os principais resultados da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que aconteceu em junho de 2012, e lista ações simples que podem ser implementadas pelos jovens dispostos a "sair da inércia" e contribuir, de verdade, para a transformação do mundo que vivemos. Confira, abaixo, algumas delas. 

COMO OS JOVENS PODEM MUDAR O MUNDO? 
Em um segundo:
 
- Apagar as luzes quando sair de um lugar; 
- Tirar aparelhos da tomada, se não estiverem sendo usados; 
- Desligar o computador quando for dormir; 
- Utilizar papel reciclado; 
- Usar pilhas recarregáveis, em vez das descartáveis e 
- Não utilizar pesticidas, herbicidas e produtos químicos. 

Em um minuto: - Fechar a torneira enquanto escova os dentes e não deixar que os colegas de casa façam diferente; 
- Comprar produtos locais; 
- Consumir de forma responsável, pensando no que está comprando e em sua procedência; 
- Verificar o rótulo dos produtos; 
- Evitar artigos embalados; 
- Não comprar produtos feitos de madeira tropical; 
- Evitar o uso de sacolas plásticas e 
- Twittar suas ações para inspirar outras pessoas. 

Em 11 minutos: - Tomar banhos rápidos a uma temperatura mais baixa; 
- Conversar com as pessoas a respeito da importância de mudar de atitude; 
- Restaurar roupas antigas, em vez de comprar novas; 
- Instalar temporizadores nas lâmpadas e 
- Trocar as lâmpadas incandescentes por fluorescentes ou LED. 

Em uma hora: - Fazer um grafite de musgo (Leia também: Receita de grafite verde feito de musgo);  
- Usar transporte público; 
- Escrever suas experiências em um blog; 
- Fazer cartazes coloridos com dicas ambientais e espalhá-los em locais públicos; 
- Confeccionar presentes, em vez de comprá-los e 
- Ser um Guardião de Árvores Locais e proteger os exemplares do seu bairro. 

Em um dia: - Passar o dia em uma floresta, fazer caminhadas, acampar e entrar em contato com a natureza; 
- Celebrar o Dia da Terra, em 22/04, ou o Dia do Meio Ambiente, em 05/06; 
- Fundar uma organização em prol do meio ambiente; 
- Iniciar um mutirão semanal ou mensal de limpeza no bairro e 
- Escrever um artigo a respeito da importância da preservação do meio ambiente e enviá-lo aos jornais locais. 

Em uma semana: - Tentar viver sem plástico ou sem comprar nada durante uma semana - e envolver os amigos nesse desafio; 
- Ler um livro que ofereça informações sobre os atuais problemas ambientais; 
- Começar um projeto na sua escola ou universidade; 
- Captar recursos financeiros para uma boa causa e 
- Incentivar os governantes a apoiar causas ambientais e formas renováveis de energia. 

Em um mês: - Ser voluntário em um parque nacional; 
- Viajar usando transporte público e fazer workshops por onde passar; 
- Traduzir o documento GEO 5 for Youth para o seu idioma; 
- Fazer uma peça de teatro ecológica com os amigos; 
- Tricotar um suéter para alguém que conhece; 
- Transformar seu bairro em um exemplo para a região e 
- Recuperar uma área verde pública, como uma praça. 

Em um ano: - Começar uma ONG e mobilizar as pessoas para que participem dela; 
- Criar e gerir um negócio sustentável que priorize o meio ambiente; 
- Envolver-se em uma campanha; 
- Reduzir sua pegada de carbono ou a da sua comunidade; 
- Cultivar seus próprios vegetais; 
- Usar fontes de energia mais limpas e renováveis; 
- Economizar dinheiro ao instalar painéis solares em casa. 

Em uma década: - Mudar seu estilo de vida e transformar os valores das pessoas que o cercam; 
- Aumentar a capacidade, vontade e entendimento sobre o desenvolvimento sustentável; 
- Focar a sua carreira em algo que beneficie o planeta; 
- Manter-se fiel a suas crenças, dedicando-se à causa do desenvolvimento sustentável e 
- Fazer a sua marca na história, deixando o planeta em um estado melhor do que quando chegou nele.

Fonte: 
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/55-acoes-jovens-mudarem-mundo-geo-5-for-youth-juventude-tunza-733974.shtml?utm_source=redesabril_psustentavel&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_psustentavel

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Mapa interativo revela desmatamento global, de 2000 a 2012



Nas últimas duas décadas, qual região do mundo desmatou mais florestas? E quem mais protegeu sua cobertura florestal? Agora, perguntas como estas podem ser facilmente respondidas com uma simples consulta ao mapa interativo Mudanças Florestais Globais.
Desenvolvida pela Universidade de Maryland, nos EUA, a ferramenta reúne mais de 650 mil imagens, capturadas pelo satélite Landsat 7 da Nasa, utilizado pelo Google Earth, que mostram a evolução do desmatamento no mundo entre os anos de 2000 e 2012.
Divulgado na última sexta-feira, 15/11, o mapa já foi utilizado como base em estudo publicado na revista científica Science. De acordo com os autores da pesquisa, nas últimas duas décadas, 2,3 milhões de km² de floresta foram destruídos no mundo, principalmente, por conta de queimadas, atividades madeireiras, pragas e tempestades.
Uma das piores situações acontece na Indonésia, que mais do que dobrou seu índice anual de desmatamento, entre 2000 e 2012. Já o Brasil aparece como bom exemplo de combate à prática ilegal, uma vez que reduziu pela metade sua taxa de desmatamento, entre 2003 e 2011.
Acesse o mapa Mudanças Florestais Globais e descubra como está o desmatamento no mundo.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O Window Socket (tomada de janela)



Genial invenção desenvolvida pelos designers sulcoreanos Kyuho Song & Boa Oh, que permite utilizar eletricidade de graça em qualquer ambiente sem tomadas ou com restrições administrativas de uso de energia. O Window Socket (tomada de janela) gruda facilmente em qualquer janela de vidro e carrega-se com a luz solar da célula fotovoltaica voltada para o Sol. Trata-se simplesmente de um conversor, com uma célula FV na ponta e uma tomada na outra. Brilhante!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Tartarugas verdes nunca comeram tanto plástico



Tartarugas verde e de couro estão comendo mais plástico que nunca, e mais do que qualquer outra forma de lixo. Na verdade, o dobro do que há 25 anos, de acordo com um novo estudo.
A descoberta se baseia em dados coletados em vários pontos do mundo desde os anos 1980 e analisados por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália.
“Nossa pesquisa revelou que as tartarugas de oceano mais jovens têm mais probabilidade de comer plástico que seus parentes mais velhos perto da costa,” disse Qamar Schuyler, líder do estudo.
Tartarugas encalhadas perto da superpopulada Nova York não motravam evidência da ingestão de lixo. Mas todas as encontradas perto de uma área selvagem no sul do Brasil tinham comido plástico, afirmou Schuyler.
“Isto significa que realizar limpeza na costa não é a resposta única para o problema da ingestão de lixo por populações locais de tartarugas,” disse ele, constatando o óbvio. Apenas o chamado Vórtex de Lixo do Pacífico ocupa uma área estimada em até 15 milhões de quilômetros quadrados – quase o dobro da área do Brasil.
O trabalho analisou 37 estudos com dados coletados dos anos 1980 até 2011, examinando especificamente o efeito da ingestão de lixo marítimo sobre tartarugas em vida selvagem, relata o Euronews.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/tartarugas-verdes-nunca-comeram-tanto-plastico/?utm_source=redesabril_psustentavel&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_psustentavel

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Um táxi ecológico

Em 2007, o taxista João Batista já tinha uma clientela fiel em São Paulo, mas estava descontente com o trabalho. Nada relacionado ao trânsito – ele já tinha resolvido isso com bom-humor, revistas e até bebidas para os clientes. O problema agora era o aquecimento global. Descobriu que os carros eram verdadeiros vilões nessa história.

“Um táxi polui muito o ambiente, mas eu não poderia parar de trabalhar. Foi aí que comecei a pesquisar sobre como neutralizar o que eu mesmo sujei”. Também na rádio, fiel companheira dos taxistas, foi que João encontrou uma luz. “Eu estava ouvindo o (colunista da CBN) Gilberto Dimenstein, que falava sobre sustentabilidade. Falei ‘vou escrever para ele’”. 

Com a ajuda de Dimenstein, João encontrou ONGs ambientais e, juntos, calcularam quanto CO2 o automóvel liberava por dia e quantas mudas ele deveria plantar para que elas absorvessem tudo. Depois, João chegou ao valor que precisava sugerir aos clientes para a compra das mudas. 

Em seis anos, o taxista plantou quase 250 mudas de pau-brasil em praças da cidade de São Paulo. No início, os amigos não colocavam muita fé na ideia; eles lhe diziam que o vandalismo ia arrancar as mudas. Não foi o que aconteceu: as primeiras árvores, plantadas na praça do bairro onde mora, na zona leste, continuam lá, cada vez maiores.

Com uma tabela, o taxista apresenta no final da corrida quantos quilos de CO2 a viagem depositou no ambiente e quanto o passageiro desembolsa se quiser ajudar a comprar uma muda. Um trajeto de uma hora, por exemplo, deposita 11,7 kg de dióxido de carbono e gera uma contribuição de 62 centavos. “Se o cliente não quiser colaborar, não precisa. Mas todo mundo se sensibiliza. Tem gente disposta a ajudar mais e doa até R$ 50, R$ 100 (hoje, a muda custa cerca de R$ 100)”.

As subprefeituras oferecem a praça e a mão de obra. Pelo site de João* (oseutaxi. com.br), dá para se cadastrar num programa de fidelidade em que o usuário troca pontos por mais mudas de pau-brasil.

Fonte: 
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/taxi-ecologico-vida-simples-759069.shtml?utm_source=redesabril_psustentavel&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_psustentavel

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Um novo caminho


Este artigo integra os comentários adicionais de especialistas, escritos com exclusividade para o livro

Economistas clássicos, incluindo Adam Smith, desenharam nosso quadro de pensamento da economia em um mundo no qual o capital e o comércio globais eram medidos em milhões – não trilhões – de dólares. Mas isso foi há dois séculos e meio. A terra era abundante, a mão de obra era barata, a energia não era fator importante de produção e o insumo escasso na produção era o capital financeiro. O capitalista, portanto, atingia um propósito social e era festejado e recompensado, e não ridicularizado por causar as piores crises econômicas e financeiras. Como os tempos mudaram.
O jornalista e ativista Bill McKibben agrupa a máquina a vapor e aquela outra “máquina”, a do crescimento econômico, como as duas descobertas mais significativas do século 18. Sem dúvida, ambos melhoraram o bem-estar de uma parte significativa da humanidade. O engenho do crescimento econômico criou empregos, evitou recessões e tornou-se uma medida ubíqua de progresso no século 20. Isso, apesar do fato de que sua principal medida, “o crescimento do PIB”, não captura muitos aspectos vitais da riqueza e do bem-estar nacionais, como mudanças na qualidade da saúde e a quantidade de nossos recursos naturais. E, mesmo assim, o crescimento do PIB tornou-se um “mantra” pelo qual os governos avaliaram seus desempenhos, conduziram suas economias e até buscaram sua reeleição.
A história do crescimento econômico no pós-guerra tem sido a do desenvolvimento insustentável: insustentável para os ecossistemas do planeta, para a diversidadede suas espécies e mesmo para a raça humana. Por algumas medidas recentes desustentabilidade, nossa pegada ecológica global dobrou nos últimos 40 anos, e agora é 30% maior do que a capacidade biológica da Terra tem de produzir para suas necessidades, e isso deverá subir. Baseando-se apenas em projeções populacionais, 50% a mais do que os alimentos atualmente produzidos serão necessários para alimentar a população global em 2050.
De toda a superfície da Terra, 35% já foi convertida para a agricultura, limitando a área da produtividade futura de sistemas nacionais. O setor de gado representa o maior uso humano único de terras e a maior fonte setorial de poluentes da água. Terras de pasto cobrem 26% da superfície da Terra, enquanto colheitas para alimentar animais respondem por cerca de um terço da terra arável. A extensão da produtividade agrícola terá consequências para a biodiversidade e é também um fator importante no aumento do desflorestamento: nos trópicos, este ocorre a uma taxa de cerca de 12,5 milhões de hectares por ano, representando não apenas perda séria de ecossistemas, mas criando ainda 1/5 das emissões antropogênicas de CO2. Ainda sem regime de “carbono verde” para controlar tais emissões, corremos o risco de perpetuar um regime polarizado de “carbono marrom”, requerendo a conversão extensiva de terras de pasto, colheitas e florestas em fontes de bioenergia, emitindo, no processo, mais do que foi poupado pela mudança para esse tipo de energia.
Hoje, há uma consciência crescente de que algo está muito errado e que, de maneiras fundamentais, a sociedade humana precisa mudar para poder resolver qualquer um dos constrangimentos de capacidade aqui descritos. De muitas direções, dedos estão sendo apontados para a crise econômica corrente, ela mesma resulta de crises de combustível, alimentos e finanças, e para as crises paralelas de nossos mundos ecológicos e climáticopúblicos, sugerindo que ambos partilham de uma causa comum: o fracasso de nosso modelo econômico. O desafio distribucional que surge do crescimento insustentável é particularmente difícil, porque aqueles que, em grande parte, causaram o problema – os países ricos – não sofrerão a maior parte, pelo menos não no curto prazo. Se a mudança do clima resultasse em uma seca que encolhesse pela metade a renda de 28 milhões de etíopes, por exemplo, isso mal se registraria no PIB mundial – seria menos de 0,003%.
Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) representam a ambição mundial de atacar a pobreza. A meta desses objetivos era 2015, uma data que parece, sombriamente, perto demais para sugerir um resultado exitoso. Os estresses sociais se acumulam como resultado de disparidades mais amplas em padrões de vida, e porque a pobreza tem tanto a ver com autorrespeito quanto com alimentos, vestimenta e abrigo. Ainda outra preocupação profunda.
Mas talvez nem tudo esteja perdido. Há abundante evidência anedótica que mostra que a conquista das ODM compreende prática e governança ambientais confiáveis. Como exemplo, a salvaguarda de florestas tropicais em países em desenvolvimento fornece oportunidades excepcionais para ligar dois dos mais sérios problemas que ameaçam o bem-estar humano hoje: a pobreza e as mudanças climáticas. E também traz benefícios colaterais: alimentos, fibras, combustível de madeira, água fresca e nutrientes do solo. Ajuda a controlar a seca, e cria um tampão contra desastres naturais – que apenas aumentarão com as alterações do clima.
Este é um exemplo de como fazer uso do capital natural para resolver grandes problemas, uma via não suficientemente explorada, hoje, porque a humanidade se desconectou do mundo natural, espiritual e mentalmente. A sociedade humana precisa mudar – sua economia, suas contabilidades, seus preconceitos implícitos contra o capital natural (versus o capital feito pelo homem), contra a riqueza pública (versus a riqueza privada) e contra o consumo lógico e menor (versus o maníaco e maior). E talvez, acima de tudo, a sociedade humana precise reexaminar e mudar sua relação com a natureza para que ela seja harmônica e de coexistência.
Em seu livro provocativo, Tim Jackson reconhece que a sociedade enfrenta um dilema profundo: o crescimento econômico é insustentável, mas o decrescimento – ou contração econômica – é instável. A “rota de fuga” desse dilema é tentar “descasar” a atividade econômica de seus impactos. Mas não há qualquer evidência de que isso esteja funcionando, e o consumo global de recursos continua aumentando. Atingir metas de mudanças climáticas exigirá reduções na intensidade de carbono, duas ordens de magnitude mais altas que qualquer coisa realizada historicamente. Frente a esse desafio, o livro se engaja em um reexame crítico da estrutura econômica e dalógica social do consumismo.
Prosperidade sem Crescimento propõe um novo caminho a seguir, permitindo que a humanidade sobreviva e floresça dentro dos recursos finitos do planeta.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/prosperidade-sem-crescimento/2013/10/25/um-novo-caminho/?utm_source=redesabril_psustentavel&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_psustentavel_prosperidadesemcrescimento