terça-feira, 17 de setembro de 2013

Desperdício de alimentos é tema de concurso de desenhos



Você gosta de desenhar? Então, que tal participar do Concurso Internacional de Pintura Infantil sobre Meio Ambiente 2014 da ONU? O tema escolhido este ano é muito importante, já que cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados todos os anos.

Fonte: 
http://planetasustentavel.abril.com.br/planetinha/fique-ligado/desperdicio-alimentos-tema-concurso-desenhos-754174.shtml?utm_source=redesabril_psustentavel&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_psustentavel_planetinha

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

IPCC, cada vez mais certo


ciência do clima vem progredindo continuamente, reduzindo as incertezas acerca das consequências do aumento da concentração de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera. O avanço é lento por conta das inúmeras variáveis envolvidas no processo. O clima abrange vários sistemas, tais como atmosfera, oceanos, biosfera, que não só têm sua própria dinâmica como interagem entre si, provocando retroalimentações positivas (no caso de potencializar o efeito) e negativas (anulando o efeito).
Sendo assim, o entendimento do clima e suas variações é muito complexo e, tal qual um quebra cabeça, não se pode analisar apenas uma parte, pois se perde a visão do conjunto. Portanto, é fundamental se ter em mente a cadeia das mudanças climáticas, de maneira que se possa avaliar onde residem as incertezas e os fatos; entre o que é medido e o que é inferido e simulado.
Vários são os ganhos deste novo relatório do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, a ser divulgado este mês em Estocolmo. No meu entendimento, o maior deles está na confirmação e reforço daquilo que já foi expresso e alertado nos relatórios anteriores. Esta ratificação do que já foi dito, aumentando o nível de certeza, desqualifica e descredencia a suspeita de que poderia ter havido uma “conspiração” por parte dos cientistas envolvidos no IPCC, tema debatido acaloradamente por grupos que se denominam de “céticos” desde a divulgação do Quarto Relatório em 2007.  O nível de certeza aumentou principalmente com a melhoria dos dados observacionais. Desde o  relatório passado, a base de dados aumentou bastante, incluindo uso de satélites além de medições locais.
Adicionalmente, os modelos computacionais usados no trabalho de simulações e projeções climáticas se sofisticaram, além do emprego de ferramentas estatísticas na avaliação do que se observa e do que é obtido por modelagem.
Ou seja, o Quinto Relatório restaura a confiança no IPCC. Isto ajuda os tomadores de decisão, uma vez que as políticas de enfrentamento às mudanças climáticas muitas vezes interferem com interesses bem estabelecidos, outras vezes implicam em custos adicionais e, ainda, em alguns casos, são impopulares.
Porém, muitas lacunas ainda persistem. Exatamente por conta destas incertezas, o relatório é repleto de qualificadores para relativizar as afirmações. Trabalha-se com probabilidades, faixas e tendências. No entanto, vale lembrar que a ciência não nos fornece certeza absoluta, não é uma ideologia nem questão de fé.  O método científico progride em cima de hipóteses, teses e teorias fundamentadas e está sempre aberto a novas descobertas.
É fato o aumento da concentração de GEE na atmosfera, também é certo que a temperatura média global da superfície terrestre vem aumentando desde o século XIX. Isto é medido. O que não se sabe ao certo é como este aumento de temperatura se relaciona com a precipitação, por exemplo. O uso de médias prejudica análises regionais. O papel de nuvens e aerossóis precisa ser mais bem compreendido. Difícil extrair conclusões sobre eventos extremos, ainda mais em regiões onde não há muitos registros estatísticos. Assim sendo, não se nega a falta de clareza de como o clima irá reagir em função das mudanças na composição da atmosfera, sobretudo em nível regional.
Há certeza, no entanto, de que estamos exaurindo os recursos da Terra e que as emissões humanas estão se sobrepondo a outros fatores complexos que fazem o clima flutuar.
Para sustentar as atividades humanas, se transfere o carbono estocado pela natureza ao longo dos anos para a atmosfera, sem que haja nenhum ciclo natural de resgate deste carbono, lançado adicionalmente pelo homem, provocando um desequilíbrio estabelecido há séculos.
Ajustes para um novo equilíbrio ocorrerão, só que com alterações no padrão climático que conhecemos hoje, causando uma série de impactos no nosso modo de vida. No entanto, é inegável que qualquer impacto ambiental não será percebido de maneira igual por todas as regiões nem por todos os habitantes do planeta. Há que se considerar as diferentes vulnerabilidades, sejam elas geográficas como pequenas ilhas ou países continentais, sejam elas econômicas como países ricos e pobres.
A solução não é trivial sendo, portanto compreensíveis os debates exaltados entre políticos, negociadores na Convenção do Clima. Estamos diante de uma questão estratégica e delicada. O Quinto Relatório do IPCC mostra que os modelos estão sendo gradativamente melhorados, as incertezas reduzidas, e a ciência vai avançando no seu ritmo, confirmando a interferência do homem no clima do planeta. Porém, decisões urgentes sobre caminhos e modelos de desenvolvimento precisam ser tomadas agora para minimizar os danos futuros, nem que seja apenas considerando o principio da precaução. Isto não cabe aos cientistas.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/blog-do-clima/2013/09/04/ipcc-cada-vez-mais-certo/

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Como o aquecimento global impacta a sua vida


Quando você está doente, sua mãe corre para pegar um termômetro e medir sua temperatura, certo? Assim como seus pais, os cientistas têm termômetros especiais para medir a temperatura do planeta e eles descobriram que a Terra está cada vez mais quente. Esse fenômeno é o aquecimento global.    

A última década, de 2001 a 2010, foi a mais quente da história, desde que pesquisadores começaram a medir a temperatura do planeta de um jeito mais moderno, em 1850. (Saiba mais em: O alerta da década mais quente da história

Assim como, para os seres humanos, a febre é uma espécie de aviso de que algo não vai bem dentro do corpo, o aumento da temperatura da Terratambém não é legal e representa um alerta: o planeta está mais quente porque nós, homens, estamos deixando ele doente com nossas atitudes

Toda vez que um adulto escolhe ir a algum lugar de carro, em vez de usar o transporte público, ou que você vai jantar e não desliga o videogame, ou ainda que sua professora não apaga a luz da sala de aula quando a turma sai para o recreio, entre tantas outras atitudes que tomamos no dia a dia sem pensar no seu impacto, são liberados gases que causam o efeito estufa - como CO2 e metano- na atmosfera. 

Ao contrário do que muita gente pensa, o efeito estufa não é um fenômeno que faz mal para o nosso planeta. Na verdade, a vida na Terra só é possível graças a ele, que mantém a temperatura do planeta constante. O problema, como em quase tudo na vida, está no excesso: o homem anda lançando no ar uma quantidade maior do que poderia de alguns gases que formam a camada do efeito estufa. Com isso, a temperatura do planeta está mais alta do que deveria, causando o aquecimento global.

Fonte: 
http://planetasustentavel.abril.com.br/planetinha/fique-ligado/como-aquecimento-global-impacta-vida-blog-clima-750690.shtml

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Retorno à Amazônia: o que mudou na floresta em 25 anos



Chega a São Paulo a exposição itinerante Retorno à Amazônia, que fica em cartaz até 11/10. Inaugurada em 06/06, no Rio de Janeiro, em comemoração à Semana Mundial do Meio Ambiente, a mostra - realizada pela Editora Cultura Sub e a Ocean Futures Society - retrata o que mudou na floresta amazônica entre 1982 e 2007.

O comparativo é feito entre a primeira expedição feita na Amazônia por terra, água e ar foi feita, em 1982, porJacques Cousteau - acompanhado de seu filho Jean-Michel Cousteau e uma equipe de 50 pessoas - e a feita vinte e cinco anos depois por seu herdeiro, que voltou à floresta com parte da equipe.

Com 30 telas ilustradas por imagens feitas pela fotógrafaCarrie Vondehaar e um painel informativo assinado porJean-Michel Cousteau - também curador da exposição -, a mostra itinerante - que passará também por São Paulo, Manaus e Fortaleza - evidencia a beleza da região e chama a atenção para a importância da preservação do meio ambiente.

Além da exposição, a experiência e imagens serão retratadas no primeiro livro de arte fotográfica a prova d’água, até o final do ano, pela Editora Cultura Sub.

RETORNO À AMAZÔNIA
Rio de Janeiro
Data: 
06/06 a 02/08, das 8h às 17h
Local: Jardim Botânico do Rio de Janeiro - Centro de Visitantes
Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008 - Rio de Janeiro/SP

São Paulo
Data: 
05/08 a 11/10, de segunda a sexta, das 9h às 18h
Local: Espaço Cultural Bovespa
Endereço: Praça Antônio Prado, 48, Centro - São Paulo/SP

Manaus
Data: 
a partir de outubro
Local: Centro Cultural dos Povos da Amazônia

Fortaleza
Data:
 a partir de fevereiro de 2014

FONTE: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/cultura/retorno-amazonia-mudou-floresta-25-anos-jacques-cousteau-743443.shtml

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Selo do Inmetro atesta eficiência energética dos prédios


O prédio onde você trabalha ou o edifício em que fica instalada a prefeitura da sua cidade gastam energia demais? Não sabe dizer? Para orientar a população a respeito do consumo de eletricidade em edificações públicas e comerciais, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) lança selo para atestar a eficiência energética dos prédios

Prevista na Portaria nº 299 do Instituto, a nova norma cria, para todo o Brasil, um Regulamento Técnico de Qualidade (RTQ) que avalia o consumo de eletricidadedos empreendimentos interessados, nos mesmos moldes em que já é feita a análise da eficiência energética dos eletrodomésticos brasileiros - do nível "E", para menos eficientes, ao nível "A", para mais eficientes

De acordo com o Inmetro, a avaliação do grau de eficiência dos edifícios leva em conta três categorias: 
Envoltória, que analisa, entre outros aspectos, tamanho e dimensão das janelas e os tipos de vidro escolhidos; 
Iluminação, que avalia, por exemplo, a intensidade de luz natural no prédio e o desligamento automático do sistema de iluminação e 
Ar Condicionado, que considera o nível de eficiência do aparelho e o tempo de uso, entre outros aspectos. 

Apesar de não ser obrigatório, alguns prédios já demonstraram interesse pelo selo e estão em fase de etiquetação. Entre eles, a Faculdade de Tecnologia Nova Palhoça, em Santa Catarina, e a Escola Bairro Luz, em São Paulo. As edificações interessadas em obter o selo de eficiência energética devem entrar em contato com o Inmetro.

FONTE: 
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/selo-inmetro-atesta-eficiencia-energetica-predios-consumo-eletricidade-748493.shtml

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Como sobreviver ao péssimo, horrível, terrível, pior dia de todos os tempos

Ilustração: Samuel Rodrigues
O chuveiro enguiça, o trânsito não anda, você é transferido pela décima vez na ligação para a operadora de celular. Nada dá certo. Parece que você alcançou o chão com o pé esquerdo. Ou que o universo está conspirando contra você.

Não se trata, porém, de perseguição cósmica. O que transforma um dia normal em um péssimo envolve variáveis bem mais complexas. De medidas que deveriam ter sido tomadas há tempos (como o portão que dava sinais de que iria enguiçar) até uma baita intempérie - afinal, uma chuva torrencial sempre pode piorar as coisas.

Os matemáticos da probabilidade ainda não tentaram calcular quantos dos 365 dias do ano são desses que a gente gostaria de riscar da agenda. (Se vale um registro pessoal, chego a ter até dois desses apocalipses individuais por mês.) Mas, como cientistas também não desenvolveram um acelerador instantâneo de tempo, não há saída a não ser enfrentar essas horas - nem que seja se trancando no quarto. Na impossibilidade dessa opção, é impositivo vestir-se, respirar fundo e enfrentar o leão - aquele que metaforicamente dizem que devemos matar todo dia.

Para ajudá-lo nessa empreitada, fizemos um guia com técnicas efetivas e curiosas (muitas com comprovação científica) para tornar a tarefa, se não mais divertida, menos traumática. O resultado ao fim do dia vai muito mais da forma com que você lida com a raiva gerada por esses acontecimentos pontuais do que, efetivamente, de uma vã tentativa de evitá-los a qualquer custo. Até porque eles invariavelmente virão lhe bater à porta para cobrar a conta depois.

Parte I - Desarme sua raiva

Desplugue-se das redes sociais

Num dia em que seu humor não está pra peixe, cair na rede para ver o Facebook ou espiar o Instagram pode tornar sua existência muito pior. Porque você vai ter que encarar aquelas frases otimistas atribuídas erroneamente ao Fernando Pessoa que, independentemente do conteúdo - e justamente por causa dele, às vezes -, já aumenta nossa raiva e descrença na sociedade. Ver fotos de comidas deliciosas, de paisagens deslumbrantes ou de banhos de mar alheios também pode aguçar uma ponta de inveja demolidora, segundo um estudo da Universidade de Edimburgo, na Escócia. De acordo com a pesquisa, as redes sociais incentivam um lado competitivo que aumenta nossos níveis de estresse e a sensação de inferioridade. Melhor optar por um livro e ficar com o Pessoa original: "Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã... / Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã, / E assim será possível; mas hoje não..."

Dê uma banana para o trânsito

Enfrentar o trânsito já é um desafio à paciência. Imagine, então, estar preso no bólido e ouvir o estômago rugir. "Estômago vazio pode ser decisivo para aumentar nosso mau humor", afirma a monja budista Coen Sensei. A fome faz com que os níveis de serotonina (um dos neurotransmissores responsáveis pela sensação de alegria) flutuem, dificultando a comunicação entre as amídalas e o córtex pré-frontal, gerando raiva. "Leve sempre uma garrafa d¿água ou algo para comer. É seu kit de sobrevivência ao tráfego", orienta ela. Se tiver uma fruta ou um legume, tanto melhor, segundo estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia. "Em dias de maior consumo de frutas e vegetais, [os alunos participantes da pesquisa] relatavam mais calma, felicidade e energia que o normal", escreveu a pesquisadora do estudo, Tamlin Conner, no British Journal of Health Psychology.

Faça xixi antes de cantar

Outra dica de ouro da monja Coen (que é mais ou menos uma variação do mesmo tema) é fazer xixi antes de sair de casa. Ir ao banheiro sempre e antecipadamente permite que você enfrente o trânsito cheio de bexiga vazia, o que, por si só, já é um conforto extra. Outra saída interessante apontada pela monja para desviar a atenção dos carros é cantar a plenos pulmões. Em uma cena do filme Tratamento de Choque, o personagem de Jack Nicholson, terapeuta especializado em raiva, obriga seu paciente (Adam Sandler) a frear em plena ponte do Brooklyn para se libertar de um acesso de ira cantando "I Feel Pretty", tema de Amor Sublime Amor. Encerrada a canção, o paciente recobra a sanidade como que por mágica. "Cantar exige que a gente use amplamente o aparelho respiratório, expirando mais, relaxando de vez o corpo e jorrando tudo para fora", diz ela. Desde que, claro, você não tenha se esquecido da dica anterior.

Parte II - Lide com ela

(Não) leve para o pessoal

Quando a raiva já está instaurada, a primeira regra é nunca expressá-la contra os outros. Isso poderia se voltar contra você. Como diz um provérbio tibetano: "Usar a raiva para resolver um problema é como pegar um carvão em brasa para jogar na outra pessoa". Um exemplo é ligar para o telemarketing. Os atendentes passam por treinamentos a fim de não levar nada para o pessoal e dispensar indiferença à nossa raiva. Por isso sempre inventam nomes para si mesmos ao nos atender - o porquê de serem sempre compostos é algo que nós não conseguimos apurar. Toda vez que você aumenta o tom de voz, a Sandra Cristina pesa levemente o dedo indicador sobre o botão de mudo e você grita sozinho. A reportagem falou com dois atendentes que confessaram facilitar as coisas para quem age com simpatia. Portanto, quando o chá de telefone é inevitável, o melhor é fazer amizade com a Sandra Cristina e deixar o carvão em brasa no lugar.

Mude a perspectiva

Você está no maior shopping da cidade, esperando para estacionar. Quando finalmente alguém sai e você dá seta, avisando que vai entrar, um cara acelera mais rápido e pega a vaga. Para piorar, quando você buzina, ele te manda praquele lugar. Você: a) desce e briga com ele; b) bate no carro dele; c) risca toda sua lataria. A resposta certa, segundo Leonard Scheff, especialista em lidar com a raiva e autor do livro A Vaca no Estacionamento, seria "nenhuma das alternativas". Ele sugere um exercício de obliteração: imagine a mesma cena mas, no lugar do carro, é uma vaca que invade a vaga. Você provavelmente daria risada. E partiria para achar outra vaga. "A raiva aflora numa parte do cérebro chamada amídala, que age rápido demais e joga para escanteio toda nossa capacidade racional", diz ele. Recolocar o raciocínio em campo é a melhor forma de não ter que ficar depois ruminando o comportamento irado.

Afague seu cachorro 

A raiva, para Leonard Scheff, causa uma reação em cadeia. Alguém que foi alvo da ira de outra pessoa normalmente não a releva; ela segue adiante com o comportamento raivoso. Por isso, Scheff diz que é imperativo romper o ciclo. Uma das melhores formas é afagar seu animal de estimação, abraçar alguém ou então ter relações sexuais. Esses comportamentos ajudam na liberação da ocitocina, uma substância química presente no cérebro que nos torna mais amáveis, calmos; fofos, enfim. O hormônio do afeto, como é chamado, é produzido na amídala e regula nossos comportamentos sociais, como os de união e confiança, bloqueando a formação da raiva. Cientistas chegaram a criar sprays de ocitocina que, espirrados no nariz, podem diminuir o cortisol (que causa estresse) e, assim, ajudar a encerrar discussões acaloradas. Mas nem é preciso tanto: afagar um gato ou ver fotos de bebês tem o mesmo efeito.

Parte III - Apele

Clame a Deus por seu inimigo

Estudos comprovam que orar pode ajudar a diminuir a raiva das pessoas. Quando estiver por tempo demais na fila do supermercado e a atendente disser, com sarcasmo, que o caixa fechou, não resgate na memória a imagem do Michael Douglas, em Um Dia de Fúria, com um taco de beisebol na mão. Levante as mãos aos céus e clame. Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, revelaram que pessoas que foram interceptadas por comentários ofensivos e irônicos mostravam menos raiva assim que oravam pela pessoa provocadora. Os benefícios da oração, segundo o estudo, não dependem de intervenção divina e provavelmente acontecem porque o ato de orar altera a maneira de enfrentar a situação negativa. E para isso você não precisa ser exatamente um religioso. Como diz a música do caipira pira pora, "como eu não sei rezar, só queria mostrar meu olhar, meu olhar, meu olhar..."

Durma profundamente

Se nada adiantar, durma. Quando está cansado, você fica impedido de processar as situações com lógica. Um cochilo de 90 minutos (com um ciclo inteiro de sono) basta para restabelecer a capacidade de raciocínio e garantir o fim do acesso de raiva, que costuma durar uns 15 minutos. A psicoterapeuta americana Judith Viorst escreveu um livro infantil (não publicado aqui) com a história do menino Alexander, que acorda no pior dia da vida dele. Para fugir de tudo aquilo - um chiclete que gruda em seu cabelo, a carona para a escola sentado justamente no banco do meio -, ele deseja ir para a Austrália. "Os dias ruins acontecem a todos nós. Até na Austrália, como conclui Alexander", diz Judith. A melhor coisa sobre um dia ruim, segundo ela, é que ele é só um dia, com 24 horas. "Quando outro dia recomeça, as possibilidades também recomeçam." Mas, só para garantir, tente levantar com o pé direito dessa vez, ok?

FONTE: http://vidasimples.abril.com.br/temas/como-sobreviver-ao-pessimo-horrivel-terrivel-pior-dia-todos-tempos-745503.shtml